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Via crúcis para conseguir remoção de árvore em risco
Jornal O Globo - Tijuca
13.5.2010

Isabel Kopschitz

Parte dos galhos da árvore na calçada em frente à casa 17 da Rua Luís Guimarães, em Vila Isabel, caiu na casa de Alex Bento, no dilúvio do dia 5 de abril. Cerca de 20 telhas de seu telhado foram quebradas, expondo o chão e os móveis da sala à chuva.

Bento já pedia a poda da árvore à prefeitura desde maio de 2008, explicando que os galhos estavam avançando por seu terreno. Mas nada foi feito até meados de abril, quando a equipe do GLOBO-Tijuca esteve no local. Os galhos sobre o telhado foram removidos, mas todo o restante do tronco da árvore — em risco de cair, segundo moradores — permaneceu.

— Um técnico da Defesa Civil vistoriou e me disse que acha muito provável que a árvore esteja condenada. Mas vou buscar o laudo esta semana — conta Bento. — Enquanto não removerem esta árvore, não sossego. Pode cair em cima de alguém.

Para consertar o telhado, Bento teve um prejuízo de R$ 700, só com mão de obra. A história dele é apenas um exemplo da proporção que casos assim podem tomar. O problema não é incomum. A Comlurb recebe, por mês, uma média de 1.880 pedidos de poda e 545 de remoção, só na Grande Tijuca.

Segundo o advogado Hamilton Quirino, no caso de Bento, a prefeitura responde pelos danos provocados pela queda dos galhos sobre o telhado ou por uma futura queda da árvore sobre pessoa ou propriedade:

— A responsabilidade civil está relacionada com ato ou omissão que provoca um dano. Um particular não pode remover uma árvore por conta própria ou será multado.

A Comlurb informou que seu teleatendimento (2204-9999) funciona de segunda a sábado, das 6h às 22h.

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